De origem africana, os balangandãs chegaram ao Brasil, especialmente à Bahia, com as mulheres negras escravizadas. Muitas delas eram as chamadas “escravizadas de ganho”, que podiam trabalhar nas ruas para juntar recursos e conquistar sua própria alforria.
À medida que conseguiam guardar dinheiro, adquiriam pequenos pingentes de prata, cada um carregando um significado especial, como proteção, fertilidade, prosperidade e liberdade. Reunidos em uma mesma peça, esses amuletos formavam a tradicional penca de balangandãs, um símbolo de fé, identidade e resistência.
Diferentemente de outros amuletos usados de forma discreta sob a roupa, os balangandãs também eram ornamentos visíveis, conhecidos como “joias de crioula”.
O nome balangandã vem do som característico produzido pelos pingentes ao se movimentarem, um leve tilintar que acompanha o balanço da peça, tradicionalmente usada na altura da cintura.
Hoje, a penca de balangandã permanece como um poderoso símbolo da cultura afro-brasileira, representando história, luta, memória e conquista.
Dimensões: 28 X 19 cm
